noreply@blogger.com (danieldliver),
24/07/2008 |
Daniel Vieira
O REINO HUMANO
O reino de cada pessoa humana consiste em três aspectos:
1. O corpo: o vaso físico é ele mesmo nosso reino. É o lugar de nosso próprio limitado "governo" ou "domínio" sob Deus. Pelo fato se sermos espíritos corporificados, nossa influência é limitada, e somos seres influenciados por nosso ambiente social.
Deus se relaciona com o espaço da mesma maneira que os humanos se relacionam com seus corpos.
Humanos ocupam, mas transbordam seus corpos./
Deus ocupa, mas transborda o espaço.
Humanos não estão limitados a seus corpos./ Deus não é limitado ao espaço.
Você pode encontrar o corpo humano, mas não pode localizar a pessoa./
Você poderia procurar o espaço, mas não encontrar Deus.
2. O Espírito (também chamado de "vontade" ou "coração"): "O centro executivo do eu", o espírito organiza as dimensões de nossa realidade pessoal para formar uma vida ou uma pessoa. O espírito é eterno e é a identidade essencial de quem nós somos. O ponto central do espiritual, nos homens como em Deus, é a autodeterminação, também chamada liberdade e criatividade.
3. A alma: A parte não física de nós que unifica todos os aspectos de nosso "reino" humano por correlacioná-las: pensamentos, sentimentos, sensações, emoções, representações, conceitos, crenças, escolhas e caráter, inclusive aqueles que envolvem nosso corpo e contexto social. A alma forma uma vida a partir desse muitos elementos.
Entender o "reino" humano e o "reino" de Deus é importante porque a compreensão desses reinos assenta um fundamento para o entendimento das dinâmicas da transformação através do discipulado de Jesus.
Aqui está um retrato da humanidade antes e após a Queda.
Antes da Queda. Subordinação apropriada. Ordem que predomina na vida sob o comando de Deus:
Deus
Espírito Humano
Mente (pensamento/sentimento)
Alma
Corpo
Após a Queda. Subordinação Inadequada. Ordem predominante na vida longe de Deus:
Corpo
Alma
Mente (pensamento/sentimento)
Espírito
Deus
Como a Transformação Opera: Quando o pecado entrou no drama humano na Queda, ele não deixou a humanidade em um estado de desesperança. Deus continua a buscar um relacionamento com seu povo. Mas nossa condição pecaminosa deixa-nos impotentes para mudar nosso coração, o qual estava agora "morto em delitos e pecados" e que Jesus veio renovar através do renascimento de nosso espírito (Ef. 2.1).
Quando somos "nascidos do alto", nós enfrentamos o problema que temos também um corpo e uma alama que também precisam experimentar essa renovação (Jo 3.3). As disciplinas espirituais assistem o corpo e a alma no processo de transformação.
Os diagramas a seguir explicam a obra deste "novo nascimento".
O diagrama 1 ilustra que nosso espírito é "vivificado" pela iniciativa de Deus (seta apontando para dentro à esquerda) mas a realização desta nova vida deve então formar, transformar e conformar a mente, o corpo e a alma para o que Deus tem gerado (nascido) dentro de nosso espírito (seta movendo-se para fora à direita). Isto é o que o discipulado de Jesus é acima de tudo, alinhando a vida de nosso espírito, corpo e alma em direção ao reino de Deus.
COMO O REINO HUMANO SE CONECTA COM O REINO DE DEUS
DINÂMICAS DO REINO HUMANO
O diagrama 2 mostra os efeitos de nossos pensamentos, sentimentos, corpo e contexto social em nossa vontade o qual então forma a base de nossas ações.
Natureza humana: Devemos compreender nossa situação no mundo pleno de Deus. A verdade real sobre nossa situação é que somos seres espirituais e imorredouros com um eterno destino no mundo pleno de Deus.
A substância do homem:espiritual
A duração do homem: incessante
O destino do homem:feito para dominar (governo criativo)
A compreensão de nossa situação no mundo pleno de Deus ajuda de muitas maneiras:
1.Vemos como é possível que os escritores do Novo Testamento tinham indiferença pela morte física tão facilmente, e como podemos também confiar em Jesus e receber o tipo de vida que flui em Deus.
2.Faz-nos mais aptos "cuidar de nós mesmos", o que não se trata de retardar a morte física tanto quanto possível, mas significa colocar nossa confiança em Jesus e tornar-nos seus aprendizes.
3.Mostra-nos que cada evento toma um novo significado e proporções na luz do reino invisível. Umas poucas moedas na caixa de ofertas pode comprar uma enorme quantia de bens literais.
Acabei agora mesmo de ler o livro autobiográfico de Brian ‘Head’ Welch, ex-guitarrista da famosa banda nu metal Korn. Eu confesso que nunca fui fã da música de Korn, mas à medida que lia a história de Brian, tive que escutar algumas músicas com um pouco mais de atenção e acabei curtindo… O livro é daqueles que prende a gente pela intensidade da narrativa das loucuras feitas por Brian junto a sua banda (que parecem ter seguido o mantra do rock - sexo e drogas - de modo extravagante) até chegar ao fundo do abismo existencial e à beira do suicídio. Achei curioso que o Brian deixou alguns palavrões (a palavra F) no texto, inclusive um deles dirigido a Deus (algo que poderá chocar os leitores puritanos e até colocar em dúvida a “conversão” de Brian por parte destes) em um momento de frustração e tremenda confusão mental e espiritual. O CD do Head está datado para sair no dia 09/09. O primeiro single Flush já está disponível para download pelo iTunes. Música boa com metade da guitarra pesada (eram duas de sete cordas, uma tocada pelo Brian e outra pelo Munky) que tornou o Korn famoso! Que Deus possa mantê-lo em Seus caminhos e usá-lo para que muitos conheçam o Caminho.
noreply@blogger.com (Nuno),
24/07/2008 |
Nuno Cesar
Secretamente admitimos que o chamado de Jesus é exigente demais, que a entrega ao Espírito Santo está além do nosso alcance. Passamos a agir como todo mundo. A vida assume uma qualidade vazia e desprovida de contentamento. Começamos a lembrar o personagem principal na peça de Eugene O'Neill O Grande Deus Brown: "Por que tenho medo de dançar, eu que amo a música e o ritmo e a graça e a canção e o riso? Por que tenho medo de viver, eu que amo a vida e a beleza da carne e as cores vivas da terra e o céu e o mar? Por que tenho medo de amar, eu que amo o amor?".
Algo está muito errado.
Nosso afã de impressionar a Deus, nossa luta pelos méritos de estrelas douradas, nossa afobação por tentar consertar a nós mesmos ao mesmo tempo em que escondemos nossa mesquinharia e chafurdamos na culpa são repugnantes para Deus e uma negação aberta do evangelho da graça. Nossa abordagem da vida cristã é tão absurda quanto o jovem que depois de receber a sua licença de encanador foi levado para ver as cataratas do Niágara. Ele estudou-as por um minuto e depois disse: "Acho que tenho como consertar isso".
A palavra graça, em si, tornou-se banal e desgastada pelo mau uso e pelo uso em excesso. Ela não mexe conosco da mesma forma que mexia com nossos ancestrais cristãos. Em alguns países europeus, certos oficiais eclesiásticos de alto escalão são ainda chamados de "Sua Graça". Jornalistas esportivos falam da "graça fluente" de Michael Jordan, e já foi dito do empreendedor Donald Trump que ele "carece de graça". Surge um novo perfume com o rótulo "Graça", e um boletim de estudante é chamado de "desgraça". A palavra perdeu o seu poder criativo latente. Fyodor Dostoievski capturou o choque e o escândalo do evangelho da graça quando escreveu: "No último julgamento Cristo nos dirá: "Vinde, vós também! Vinde, bêbados! Vinde, vacilantes! Vinde, filhos do opróbrio!" E dir-nos-á: "Seres vis, vós que sois à imagem da besta e trazem a sua marca, vinde porém da mesma forma, vós também!" E os sábios e prudentes dirão: "Senhor, por que os acolhes?" E ele dirá: "Se os acolho, homens sábios, se os acolho, homens prudentes, é porque nenhum deles foi jamais julgado digno". E ele estenderá os seus braços, e cairemos a seus pés, e choraremos e soluçaremos, e então compreenderemos tudo, compreenderemos o evangelho da graça! Senhor, venha o teu reino!".
Creio que a Reforma realmente começou no dia em que Martinho Lutero orou sobre o significado das palavras de Paulo em Romanos 1:17: "visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé". Como muitos cristãos dos nossos dias, Lutero se debatia noite adentro com a questão fundamental: de que forma o evangelho de Cristo podia ser realmente chamado de "Boa Nova" se Deus é um juiz justo que retribui aos bons e pune os perversos? Será que Jesus veio realmente revelar essa terrível mensagem? De que forma a revelação de Deus em Cristo Jesus podia ser acuradamente chamada de "Nova", já que o Antigo Testamento defendia o mesmo tema, ou de "Boa", com a ameaça de punição suspensa como uma nuvem escura sobre o vale da história?
noreply@blogger.com (Wilson Tonioli),
24/07/2008 |
Wilson Tonioli
A defesa inusitada feita por René Higuita, da Colômbia, apelidada de "escorpião" em um amistoso contra a Inglaterra no dia 7 de setembro de 1995, no Estádio de Wembley, lhe rendeu o prêmio de melhor jogada da história do futebol em uma pesquisa feita pelo site inglês Footy Boots.
Um dos melhores livros sobre igreja que eu li no último ano é o Signs of Emergence do Kester Brewin (primeiramente publicado sob o título The Complex Christ no Reino Unido). O subtítulo do livro já diz muita coisa: Uma visão para Igreja que é orgânica, em redes, decentralizada, de baixo para cima, comunitária, flexível {sempre evoluindo}. Tem uma tabela neste livro (p. 117) que resume bem algumas características da igreja emergente (comparando-a com a igreja rígida de um lado e a igreja anárquica de outro). É interessante que a maioria dos que criticam a igreja emergente possivelmente concordariam com as características listadas nesta tabela. Gostaria de propor algumas perguntas para sua reflexão ao ler a tabela abaixo:
Qual dessas igrejas você acha que melhor representa a sua igreja atual?
Qual delas você gostaria que representasse sua igreja?
Qual delas você pensa que melhor representa a Igreja de Cristo segundo o seu entendimento da Bíblia?
Divirta-se!
A noite escura vem. Desceu sobre mim, cobriu a todos nós. Não é a noite do filme, do herói e do vilão das histórias em quadrinhos. A noite escura é a do vale, de sombra e de morte.
A noite escura vem pesada, silenciosa e misteriosa. A noite vem, e é real.
Sozinho me deparo com a escuridão. Sozinho com meus medos, temores. E o frio que toma conta do corpo e da alma.
A noite escura vem. Profunda, arrebatadora. E intimidadora.
Deus! Sinto algo dentro de mim me acalmando. Não há mais arrepios, a boca esta serena, o olhar está firme -- apesar de nada ver e de nada murmurar.
A noite toma conta do espaço, do chão e do tempo. Noite escura e cortante.
Deus se manifesta no meu estado, na minha frágil certeza, na minha angustiante esperança. O tempo deve passar. O tempo vai passar. É isso: eu espero, imóvel. Deus age. É Ele em movimentos.
Eis que no horizonte vejo a aurora. O sol vem transformar tudo. Onde estás noite escura?
Ainda que eu fale em todas as línguas, ainda que eu fale em "mistérios", e não tenha amor, serei como o metal que soa ou como o sino que badala. Apenas farei barulho. E ainda que eu profetize, determine, ou faça atos proféticos, ou conheça os meios para fazer Deus atender os meus anseios, se não tiver amor, serei como o nada. E ainda que eu tenha associações, ONG´s e outras coisas dedicadas a cuidar dos pobres, ou ainda participe de todas as campanhas de jejum e oração, ou ainda tenha templos, rádios, TV´s e sites, se não tiver amor, não me aproveitará nada. O amor sofre com os que sofrem, o amor faz o bem. O amor não tem inveja, não procura ser o "melhor ministério", nem "o mais influente" de coisa alguma. O amor não trata irmãos que estão sofrendo como cristãos de segunda classe. O amor não sente orgulho quando vê seu templo cheio ou quando ouve suas músicas sendo tocadas nas novelas globais. O amor não carrega dólares no meio da Bíblia. O amor não utiliza laranjas para proteger seu patrimônio. O amor não tenta desviar o foco de seus erros demonizando todos que o cercam. O amor não sente alegria em "hábeas corpus", mas se alegra com a punição justa, ainda que esta venha contra ele mesmo. O amor sofre por aquilo que é o seu objeto, o amor parte do princípio que o outro está falando a verdade, o amor não teme o tempo, o amor é forte para carregar as cargas dos outros. O amor jamais erra; mas as profecias, sumirão. As línguas, hão de parar. Os "mistérios" e "re-te-tés" desaparecerão. As apostilas de escola dominical, vão definitivamente sumir do mapa. As campanhas, as correntes, as vigílias, o poder, a unção, os ministérios de louvor, os propósitos, serão todos extintos. Pois, uma parte nos foi revelada, e outra conhecemos apenas pela fé. Mas, um dia, Aquele que é perfeito, haverá de vir, e o que é imperfeito, deixará de existir. Quando eu era menino, eu confundia as coisas emocionais com as coisas espirituais. Quando deixei de ser menino, comecei a discernir melhor entre uma e outra. Porque agora vemos como em meio a um nevoeiro, mas haveremos de ver face a face; agora só sei um pedaço, mas em breve saberei d´Ele, tanto quanto Ele sabe de mim. Agora, há três elementos que não podem ser descartados em minha vida: a fé, a esperança e o amor. Mas destes três, há um que se sobrepõe: o amor.
Esse manual não pode ser necessariamente seguido à risca já que ao candidato é importante lembrar que a criatividade é a palavra máxima nessa nova empreitada. Sempre que alguém questionar sua autoridade, use a criatividade, desde ameaças de morte à total derrota financeira, o importante é se impor. Lembrando também que a última 'dica' é válida para qualquer cargo eclesiástico almejado ou até mesmo para o simples crente chato.
Leve em consideração alguns fatores comportamentais antes de qualquer besteira (literalmente) que será falada e finalmente escolha:
1. Profeta-fala-coisa-com-coisa: o perfil é característico para igrejas de pequeno porte. As línguas estranhas devem ser usadas exaustivamente; enrole a língua, se souber um pouco de inglês ou qualquer outra língua misture a qualquer dialeto inventado no momento; o espaço a ser utilizado é um fator importante, pelo fato de haver poucas pessoas sugira uma fila, roda de fogo ou qualquer coisa do tipo que de certa forma fará com que você coloque a mão na cabeça de todos. O mais importante da imposição de mãos é escolher a pessoa aparentemente mais vulnerável, pegue a que estiver mais chorosa e fale coisa com coisa em seu ouvido, ela provavelmente chorará exaustivamente durante todo o tempo acreditando que realmente Deus tem algo a falar e que sempre funcionará dessa maneira, assim nunca mais lerá a Bíblia e seu trabalho como ajudador terá sido efetivado. Lembre-se, o profeta dessa categoria busca status e fama entre crentes. Não se engane, se quiser ficar rico com esse tipo de serviço parta para outro perfil de profeta.
2. Profeta-curador-de-placebo: as características aqui podem ser aplicadas em qualquer igreja, independente do porte. Escolhendo esse tipo de profeta você será versátil e terá uma ascensão um tanto quanto rápida. Escolha, mais uma vez, pessoas aparentemente doentes, chame todas à frente, recite um monte de doenças para cada uma, elas não necessariamente precisam ter tais males, só precisam saber que você está livrando todo mal de suas vidas. Se isso não tiver muito efeito após o culto (leia-se receber uma polpuda oferta) tente da próxima vez usar o chavão individual de que tem laços de morte sendo quebrados naquele momento, humanos têm medo da morte, evangélicos mais ainda, afinal o rol de pecados que a igreja definiu é tão grande que o crente vira um paranóico a ponto de ter um medo irracional do fim da vida. Para uma fama maior inspire-se, seja criativo, aponte pessoas aleatórias e fale de doenças que nem existem, fique falando sozinho e acenando a cabeça dizendo: "Sim, Deus, mas você quer que eu fale isso para eles?"
3. Profeta-adivinha-adivinha: difícil de se achar, fama e dinheiro andam juntos na vida desse profeta. Exige um nível de coragem absurdo, afinal qualquer cético pode refutar de pronto o que está sendo falado. Técnicas de investigação visual têm de ser estudadas a fundo, tente adivinhar o número do CPF do indivíduo que provavelmente não consegue decorar nada, adivinhe o número de sapato, calça, cueca, cor da calcinha, isso tudo impressiona; mas não se engane, fale aos berros como qualquer pregador - aliás perfil de pregador pentecostal é o que melhor se aplica nas atitudes desse tipo de profeta - para que ninguém ouse revidar um homem ungido como você. Como dito anteriormente, ameaças de morte devem ser comuns e constantes, claro que de forma implícita - entenda implícita como você sendo "usado" por Deus para falar explicitamente - digamos que caia bem um: "Deus manda dizer que os que não acreditam nisso precisam de mais fé, pois são Tomés que morrerão na incredulidade".
4. Profeta-dou-dou: constante em templos neopentecostais. As profecias são basicamente relacionadas à prosperidade, é o profeta mais clichê e comum nos dias atuais. As profecias devem ser vagas do tipo: "Deus vai abençoar de forma sobrenatural essa igreja" ou "Estou vendo uma nova unção de felicidade sendo derramada nessa igreja" ou ainda "Estarei passando o manto da unção sobre a vida de todos que comparecerem nesse evento". No entanto, não se esqueça de colocar o fator condicional, tudo que prometer necessariamente deverá ser acompanhado de um 'se'. Se houver contribuição por parte da igreja para que o nome de Deus supostamente seja glorificado então tudo o que foi prometido anteriormente será concedido.
Lembre-se: improvisação é a palavra-chave. Se não tiver um retorno por parte da platéia imite um leão, macaco, bezerro; fale em línguas exaustivamente; recite versículos bíblicos e faça analogias sem nenhum sentido. É garantido o sucesso após a prática de tais atos mencionados anteriormente.
Sim, alguns cristãos não ouvem músicas que consideram seculares -- músicas que não são feitas por próprios cristãos -- espantosa tal idéia. Na realidade chamam de secular por algum motivo obscuro já que secular significa algo que passa de século a século, talvez seja uma alusão ao famigerado versículo de 2Co 4:4 que diz: "nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.", longe de querermos basear a crítica somente nessa palavra, é importante fazer referência a essa eterna divisão entre divino e pagão.
Porque dividir atividades relacionadas à igreja como sendo divinas e tudo o mais que estiver fora dela como sendo secular ou pagão? É um regresso ao tempo dos fariseus, é um regresso à idéia de que o templo é um lugar físico, é um regresso que não torna ao cristianismo primitivo. Apesar de a idéia ser bastante difundida, temos de levar em consideração que viver em Cristo é viver em totalidade, não somente em alguns poucos momentos pré-definidos, mas a todo o momento. Essa oração um tanto quanto repetitiva se limita a ser repetitiva, porque se olharmos pela prática, nada disso é praticado. Observemos, por exemplo, pra que dizer que você tem um trabalho secular? Não é um bendito trabalho profissional? Pra que se referir à sua vida fora da igreja como sendo uma vida secular, viraremos todos duas caras, vivendo duas vidas? Que possamos entender, temos todos uma única vida, um trabalho profissional. Apesar de ser uma compreensão básica e aparentemente ínfima isso torna a vida mais livre, isso faz com que o fardo pesado dos legalistas se transforme no suave jugo prometido por Cristo. Um dos principais argumentos para que não se ouça uma música é o velho e conhecido pecado de influência. Se algo te influencia negativamente, não faça isso. O estranho é que essa idéia entra em conflito com as velhas listas elaboradas pelos legalistas faça-isso-porque-eu-quero. E a prova maior está no fato de que se você falar que ouve um Iron Maiden para um pastor, ele dirá que você é filho do diabo ou coisa do tipo (sim, isso ainda acontece). Cristãos, em tese, deveriam levar para si as coisas básicas da religião para a vida diária. Devemos entender que Deus é soberano logo, tudo que temos no que diz respeito à natureza humana, seja o livre-arbítrio, os sentimentos ou a criatividade, todos eles são provindos de Deus. Qual a dificuldade em entender que mesmo uma pessoa glorificando ao diabo, tem algo que foi dado por Deus? Oras a criatividade que a pessoa utiliza está sendo direcionada para algo que não concordamos, mas por isso condenaremos os meios que ela utiliza para glorificar aquilo que acha melhor? Exemplificando, o martelo já foi usado várias vezes para o homicídio, por esse fato faremos com que ele seja banido das mãos 'sacrossantas' dos evangélicos? O conhecimento pode ser tanto usado para algo bom como para algo oposto, essa idéia é tão latente que também deveria ser utilizada como analogia para a música. Um acorde é um acorde em qualquer lugar, tocado por qualquer pessoa. Não importa se o que o indivíduo está tocando ou cantando nada tem a ver com Deus, ou se está exaltando o diabo, o que importa no fim das contas é o entendimento por parte de quem ouve que a pessoa está usando uma criatividade dada por Deus. A adoração sempre existirá, o direcionamento dado a ela é pessoal e com certeza será variável. Por conta do "Não ouça isso! É do diabo!" cristãos são obrigados a ouvirem a pior música existente e ainda acharem boa, com o risco de serem mandados para o inferno se pensarem na possibilidade de escutarem uma música de qualidade que não necessariamente foi composta por evangélicos. A liberdade tão aclamada pela religião mais uma vez é colocada de lado para a vivência de uma religiosidade que faz com que o cristianismo morra.Uma excelente produção blogueira do Raphael em RAPENSANDO.
Fonte: Celebrai! P.S. Ah, ainda bem que hoje sou livre para ouvir U2...
noreply@blogger.com (Wilson Tonioli),
22/07/2008 |
Wilson Tonioli
O Dito e o Implícito são irmãos inseparáveis, porém, contraditórios. O primeiro diz uma coisa, o segundo outra. O Dito é sintético, o Implícito é antiético. O Dito faz ouvir, o Implícito faz pensar. O Dito fica no chão, o Implícito fica no ar. Filhos da mesma mãe, mas de gênios diferente: O Dito é covarde, o Implícito renitente. O Dito é bonito, o implícito é medonho. O Dito vai às festas... O Implícito às favas. O Dito se dá com parentes, o Implícito é transparente. O Dito é uma benção, o Implícito uma maldição. O Dito é menino mimado, o Implícito campo minado. O Dito estudou nas melhores escolas, o Implícito confessou suas colas. O Dito é a luz que cega, o Implícito a penumbra que revela. O Dito mamou nos fartos seios da hipocrisia, o Implícito na mamadeira requentada da acrasia.
//
Vamos a uns diálogos. A primeira frase é do Dito; a segunda do Implícito. Marido e mulher:
Ele -Meu bem, que tal um cineminha hoje? -Vamos ao cinema hoje, porque no resto da semana estarei envolvido com outras coisas e não poderei dar atenção a você?
Ela -Eu topo, faz tempo que não vejo um filme. -Claro, há quanto tempo que não conversamos e esta vai ser uma ótima oportunidade.
Ele -Legal. O que você quer ver? -Mas você que escolhe o filme... Estou cheio de ouvir suas críticas ao que escolho.
Ela -Oba! Ah... Algo bem romântico. -Ok. Algo que retrate um pouco da nossa situação e você abra seus olhos.
Ele -Opa! É o que eu quero também. -Pra mim está ótimo. Quem sabe tenha cenas bem quentes e que te estimule depois...
Ela -Então me dá um beijo... -Dá um pouco de carinho vai...
//
Entre Patrão e empregado:
Empregado -... Sabe o que é... Eu recebi uma proposta de outra empresa. -... Quero saber se você vai me valorizar agora cobrindo essa oferta...
Patrão -Que pena, será que não dá pra gente conversar? -Tá bom, fala logo quanto você quer seu desgraçado.
Empregado -Claro que dá. Embora a oferta seja irrecusável, eu gosto muito daqui... -Agora você quer conversar né, seu safado?!
Patrão -Olha, dá um tempo pra mim até amanhã que eu vou ver o que eu consigo com os diretores. -Eu vou dar uma enrolada até amanhã e tentar descobrir com seus colegas se é verdade ou se você está blefando.
Empregado -Tudo bem. Não quero tomar uma atitude precipitada mesmo. -Por mim... Eu vou sair de qualquer jeito mesmo... Esse joguinho é só pra ver vocês perderem um tempinho comigo.
//
Entre o pastor e a ovelha:
Ovelha -Meus parabéns pastor, que sermão! -Veja, sou alguém que te dá apoio, mesmo com os mesmos sermões de sempre.
Pastor -Muito obrigado minha irmã... Glórias ao Senhor. -Nossa! Lá vem você de novo... Não tem capacidade para entender meus sermões e vem fazer média.
Ovelha -Quando o senhor vai à minha casa? -Quando você vai fazer alguma coisa que justifique seu salário?
Pastor -Você acha que não estou ansioso por isso? -Você acha que eu vou procurar sarna pra me coçar?
Ovelha -Minha família espera pelo senhor, para nos conhecermos melhor. -O senhor vai ver como somos crentes e tudo que temos pra falar da igreja...
Pastor -Minha querida, que benção! -Minha nossa! Que provação!
Abandone suas ilusões. Certo e errado, politicamente correto, esperança, garantias. Batman - O Cavaleiro das Trevas joga tudo para o alto para salvar apenas o essencial. A duras penas.
Uma aposta ousada da Warner Bros., o novo filme da série que estréia nesta sexta-feira, 18, traz doses generosas de reflexão sobre um mundo mergulhado em hipocrisia cotidiana e fantasias de moralidade. O que destoa de outros filmes do gênero.
Dirigido por Chris Nolan, o mesmo de Batman Begins, de 2005, este novo episódio narra a cruzada pessoal de Bruce Wayne, agora mais árdua com o surgimento do vilão Coringa, interpretado pelo ator recentemente morto Heath Ledger. Para auxiliá-lo, surge também o novo promotor público de Gotham City, Harvey Dent, contraparte "legalizada" de Batman.
Tabuleiro armado, que venha o jogo
Chris Nolan montou um espetáculo sobre a dualidade. Da lei, da loucura, da ética e do caos (fãs de quadrinhos, as referências estão lá, a fase Neal Adams, A Piada Mortal e Asilo Arkham). O novo filme de Batman é uma alegoria da modernidade, um olhar austero sobre aquilo que organiza a sociedade ou o que a leva à ruína. Inicialmente, em termos simples e caricatos, depois caminhando para um longo clímax, onde quem sai transformado não são os personagens, mas também o espectador (na melhor das hipóteses).
O Cavaleiro das Trevas é fruto de um roteiro bem amarrado, feito a seis mãos pelo diretor, seu irmão Jonathan e David S. Goyer. O filme parte do clichê (de vários, na verdade) para oferecer algo mais. Quase sem exceção, todos os personagens do filme são idealistas. Todos têm convicções claras do que é melhor para o mundo, do mais conservador ao mais radical. Batman é só a ponta do iceberg.
Depois de uma sucessão de roubos a banco, o Coringa coloca os chefões do crime de Gotham City numa situação limite. Em seguida, toma para si a liderança de toda a organização. Mas diferentemente de seus antecessores, cheios de ganância, o Coringa não quer algo tão indigno como dinheiro. Nas suas palavras, ele é um agente do caos. Pura e insanamente. Um símbolo do bizarro, do assustador, do absurdo (assim como o crime para maioria de nós). Sua intenção é subverter a ordem numa funesta piada.
Para enfrentá-lo, Batman/Bruce Wayne (novamente na pele de Christian Bale) vai sofrer perdas severas demais para não continuar em frente. Cavaleiro das Trevas, mais do que um título dramático, é a definição perfeita de sua função. Ele vai aonde ninguém pode ir, além dos limites da lei e da sensatez. Esta já foi abandonada no primeiro filme ao colocar a máscara do morcego.
Mas essa face obscura da Justiça é complementada pelo "Cavaleiro Branco" de Gotham, Harvey Dent, notável interpretação de Aaron Eckhart. Batman e Dent, antagonistas no que se refere aos métodos, convivem numa produtiva relação, mediada pelo tenente James Gordon, novamente interpretado por Gary Oldman. Mas quem conhece quadrinhos sabe que essa aliança acaba mal, afinal, Harvey Dent fatalmente torna-se o vilão Duas-Caras. A boa surpresa é que isso acontece ainda neste filme.
Do que era uma diferença "trivial", Batman e Harvey Dent passam a ser inimigos reais, depois da destruição física e mental experimentada por Dent. Duas-Caras, sedento de vingança, é a obra-prima do Coringa, convicto de que a única diferença entre um criminoso e uma pessoa comum é um dia realmente ruim.
Note-se: Batman e Duas-Caras simplesmente obedecem suas noções particulares de Justiça, só que de maneiras cada vez mais extremas.
Imagina-se que, enquanto "herói", há limites que nem Batman seria capaz de cruzar. E o espectador desavisado pode acreditar que isso é uma regra ao longo do filme. Mas há uma escolha crucial do personagem, obscenamente racional, e ressoa na realidade com a alcunha polêmica de "segurança nacional".
Se levada a extremos, essa alcunha lembra bastante algo chamado "totalitarismo". Provavelmente, isso foi tão caro ao diretor que ele fez questão de ressaltar o afastamento entre Bruce Wayne e Lucius Fox, personagem de Morgan Freeman, um dos mais dignos do filme.
Aliás, a cena do interrogatório do Coringa feito por Batman não fica devendo nada ao Capitão Nascimento, vivido por Wagner Moura, no filme Tropa de Elite.
Mas Batman não é um herói, no filme, dito em alto e bom som nas palavras do Comissário Gordon; ele é, sim, um mal necessário, um agente da ordem sobre o caos pagando pessoalmente o preço de sua função. Necessariamente anônimo, é uma válvula de escape, o peso da consciência de uma cidade, a ser encarada ou ignorada, mas vigorosamente vigilante.
É nesse tipo de sutileza que se esconde o valor de Batman - O Cavaleiro das Trevas. Provavelmente, no devido tempo, o filme de Chris Nolan será relegado a exemplar de uma indústria especialista em gerar dividendos. Afinal, traz a reboque todo tipo de quinquilharia, de DVDs a pijamas infantis.
Mesmo assim, Nolan fez de Batman a evolução do gênero "super-herói" no cinema. Nada de meio termo. A idéia é incomodar. Assim como seus personagens, Cavaleiro das Trevas está marcado sobre o estigma da dualidade: ataca fundo nossas ilusões de benevolência, mas, para tanto, nivela por baixo, através de uma fantasia juvenil. A mensagem está lá para quem quiser ver. Mas há de se ter coragem de encarar.
Batman - O Cavaleiro das Trevas, Warner Bros, 2008. Dir.: Chris Nolan. Roteiro: Chris Nolan, Jonathan Nolan, David S. Goyer. Elenco: Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Gary Oldman, Michael Caine, Morgan Freeman, Maggie Gyllenhaal. Nos cinemas a partir de sexta-feira, 18 de julho de 2008.
Cristo não estava fazendo uma observação histórica quando declarou que o evangelho é pregado aos pobres. A ênfase está nas boas-novas, que as boas-novas são para os pobres. Aqui a palavra "pobres" não quer dizer simplesmente pobreza mas todos que sofrem, são desafortunados, miseráveis, injustiçados, oprimidos, aleijados, coxos, leprosos e endemoninhados. O evangelho é pregado a eles, isto é, as boas-novas são para eles. O evangelho é boas notícias para eles. Que boas notícias? Não é dinheiro, saúde, status, etc. Não, isto não é Cristianismo. Não, para os pobres o evangelho é boas-novas porque ser desafortunado neste mundo (de uma forma em que a pessoa é abandonada pela simpatia humana, e o apreço mundano pela vida até tenta cruelmente transformar o infortúnio da pessoa em culpa) é um sinal da proximidade de Deus. Foi assim que era originalmente; estas são as boas-novas no Novo Testamento. São pregadas para "os pobres", e são pregadas para os pobres que se não estivessem sofrendo de outras formas, iriam eventualmente sofrer ao proclamar o evangelho; já que sofrimento é inseparável de seguir a Cristo e de dizer a verdade. Mas logo veio mudança. Quando pregar o evangelho se tornou meio de subsistência, até mesmo profissão de luxo, o evangelho se tornou boas-novas para os ricos e para os poderosos. De que outra forma iria o pregador manter e garantir eminência e dignidade se o cristianismo não garantisse o melhor para todos? O cristianismo, portanto, deixou de ser boas notícias para aqueles que sofrem, uma mensagem de esperança que transforma sofrimento em alegria, mas virou uma garantia de deleite na vida intensificada e garantida pela esperança de eternidade. As boas-novas não beneficiam mais os pobres, essencialmente. Na verdade, o cristianismo tornou uma extrema injustiça para aqueles que sofrem (embora não estejamos sempre conscientes disto, e certamente não dispostos a admiti-lo). Hoje as boas-novas são pregadas aos ricos, aos poderosos, que descobriram que ele é vantajoso. Voltamos ao mesmo estágio original ao qual o cristianismo queria se opôr! Os ricos e os poderosos não somente acabam ficando com tudo, mas seus sucessos se tornam a marca da sua piedade, o sinal dos seus relacionamentos com Deus. E isto leva à antiga atrocidade de novo, a saber, a idéia que o desafortunado, os pobres são culpados pela sua própria condição; que é assim porque não são piedosos o suficiente, não são cristãos verdadeiros, porque são pobres, enquanto os ricos têm não apenas prazer mas piedade também. E isto dizem ser cristianismo. Compare-o com o Novo Testamento, e vocês verão que isto está o mais longe possível do Novo Testamento. "
Ultima tentativa, muitos e-mails mais nenhuma concretizou nada, por isso novamente aqui, agora fiz uns kit, se você quiser comprar os kits, okey, se você não quiser pode levar individualmente, mas tem que ser rápido.
O caminho do cristão nem sempre é brilhante e ensolarado; ele tem suas épocas de escuridão e tormenta. É certo que está escrito na Palavra de Deus ” Os seus caminhos são caminhos deliciosos, e todas as suas veredas, paz.” (Pv. 3:17), e é uma grande verdade que a religião é calculada para dar ao homem tanto felicidade na terra quanto gozo no céu; mas a experiência nos diz que, se o percurso do justo é “como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv. 4:18), às vezes, então, essa luz fica obscurecida. Em certas épocas as nuvens encobrem o sol do crente, e ele anda na escuridão sem ver a luz. Há muitos que se regozijam na presença de Deus durante algum tempo; se aquecem no sol dos primeiros estágios de sua carreira cristã; caminham por “pastos verdejantes” junto de “águas tranqüilas”, mas de repente descobrem que aquele céu glorioso está cheio de nuvens; ao invés de andar pela terra de Gósen, agora eles têm que andar pelas areias do deserto; em lugar de água doce, encontram correntes tortuosas, de águas amargas, e dizem: “Se eu fosse filho de Deus, com certeza isto não aconteceria.” Oh! não digas isto, tu que estás andando na escuridão. Os melhores santos de Deus precisam beber bebidas amargas; os mais queridos de Seus filhos precisam suportar a cruz. Nenhum cristão gozou prosperidade infinita; nenhum crente pode manter o tempo todo sua harpa longe do salgueiro (Sl. 137). Talvez a princípio o Senhor lhe tenha dado um caminho suave e sem nuvens, pois você era frágil e inseguro. Ele amainava o vento para a ovelha tosquiada; mas agora que está mais forte em sua vida espiritual, você precisa ter a experiência mais madura e mais difícil dos filhos adultos de Deus. Precisamos de ventos e tempestades para exercitar nossa fé, para quebrar o galho podre da autodependência, e para nos enraizarmos com mais firmeza em Cristo. O dia do mal nos revela o valor da nossa gloriosa esperança.
-- Não. Bem ao contrário, ele é já em suas raízes o século do Anticristo, o século da opressão travestida em liberdade, o século em que as pessoas que matarem os santos acreditarão estar servindo a Deus. Já vemos formar-se uma espécie de religião administrada, um falso ecumenismo que une os senhores do dia em torno de um credo todo feito de lugares-comuns, uma mistura de banalidades moralistas, de oportunismo político e de um desejo infinito de agradar a mídia. É certo que Deus pode dispor de outro modo, mas tudo indica que estamos entrando numa era em que a impostura será a única forma de religião admitida, e na qual o homem que queira permanecer fiel ao Espírito não poderá buscá-lo senão no interior de sua alma solitária.
_____________________________________________ Olavo de Carvalho em entrevista à Rádio Europa Livre Bucareste, 21 de outubro de 1998
O Padre Marcelo disse no último sábado para o site Terra que me perdoou, pois esta é sua missão. Eu sempre achei que a sua missão era aquela missa que ele faz com mais de três horas de duração. Perdoai minha ignorância.
É que em toda minha estupidez moral, social e teológica, nunca encarei o perdão como missão e sim como obrigação de todos, seja padre, pai-de-santo ou um simples civil como eu. Confesso que me acho falho, sujo e pecador, obrigado a conviver com pessoas nas mesmas condições, por isso até então nunca tinha conseguido enxergar o perdão como missão e sim como única opção. Perdoai minha ignorância.
Mas sou grato ao Padre que além de perdão me deu algo ainda mais valioso: ensinou que com religião não se brinca. Eu errei por não conhecer a verdade. Eu achava que o Marcelo Rossi fosse apenas um padre. Não sabia que ele era uma religião. Se eu soubesse jamais teria brincado com ele. Tanto é que sei que o catoliscismo é uma religião, por isso não brinquei com isso. Perdoai minha ignorância.
Confesso que no fundo, as vezes tive vontade de brincar com religião, pois pensava que a religião, assim como as festas folclóricas, os rituais de tribos, as manifestações culturais, a política, fossem coisas criadas pelos homens, e pra mim, se algo foi criado pelo homem, esse algo é falho. E se algo é falho, é digno de crítica, de análise, de humor, de comédia e de questionamento. Perdoai minha ignorância.
Eu também já quis me dar ao direito de não respeitar todas as coisas criadas pelo ser humano (como a religião por exemplo), da mesma forma que o ser humano não respeita as coisas criadas por Deus (como os animais, o planeta e a capacidade única do homem de não levar a sério as coisas idiotas que ele mesmo cria, como por exemplo, a religião). Perdoai a minha ignorância.
Hoje reconheço que religião realmente é um assunto sério. Um assunto tão sério que já provocou a morte de milhares de pessoas no decorrer da história. Com morte não se brinca. Perdoai minha ignorância.
Por falar em ignorância, peço que os amigos evangélicos sigam o exemplo do nobre padre e por favor me perdoem também. Quando eu fiz essa matéria, na Marcha pra Jesus, só queria tirar umas dúvidas, não quis ofender. Mas acho que errei ao questionar a integridade de alguém que fez o contrário do que prega. Eu não sou ninguém pra julgar alguém que se julga escolhido de Deus. Perdoai minha ignorância.
Obrigado Congresso Nacional. Vocês também me perdoaram essa semana. Obrigado por perdoar eu ter sido expulso e barrado por vocês.
E antes de finalizar que fique claro que eu também andei perdoando por aí. Eu disse pro presidente da Câmara, por exemplo, que no local onde trabalho, ele poderia entrar quando quisesse.
Mas confesso que dessa vez não perdoei por obrigação, por missão e nem por falta de opção. Eu perdoei só pra tentar dizer que minha atitude com ele era superior à atitude que o Congresso teve comigo. Quis meio que sair por cima. Dar uma bofetada com luva de pelica. Peço perdão pela sinceridade. Confesso que ainda não aprendi a lição do padre que é perdoar e sair anunciando por aí que perdoou apenas por ter muita humildade... humildade... humildade...
E se você viu alguma coisa no post acima que não gostou, acho que tem uma missão pela frente. Ah! Obrigado a todos vocês que votaram para nossa volta ao Congresso. Já vocês que não votaram... tudo bem, eu perdôo.
P.S. Assisti à entrevista no MTv (me esqueci o programa, mas é aquele da apresentadora de cabelo rosa cheia de piercings) com o Danilo Gentili do CQC e, cara, achei muito engraçado quando ele falou sobre a entrevista que fez com o padre Marcelo. O pessoal do "priest star" Marcelo Rossi informaram, segundo o Gentili, quais assuntos não deveriam ser mencionados na entrevista com o padre. Segue a lista do que o Danilo não poderia perguntar: Não poderia falar sobre sexo, nem aborto, nem homossexualismo, nem inquisição(putz, e olha que essa é velha), nem política, nem pedofilia ou pederastia, etc, etc, etc... Logo, como o próprio Danilo mesmo disse, então não podería falar sobre nada com o cara, pô... Agora me fala, que tipo de cristão que se preze não está pronto para assumir seu lugar nesse mundo e tentar trazer a Luz de Deus para as questões das quais as pessoas precisam de respostas? Porque cada vez mais tenho visto pessoas que não reivindicam o rótulo de cristãos assumirem valores cristãos, enquanto que os que se orgulham do rótulo e se utilizam dele, demonstram o contrário?
noreply@blogger.com (Paulo),
19/07/2008 |
Paulo Outeiro
Não vou falar de teologia, não vou falar de eclesiologia nem usar termos técnicos e rótulos. Vamo lá. Cara, são experiências que fazem pessoas,não estudos e teorias. As conversas (e aqui incluo livros) provam e atestam cada vez mais aquilo que eu já pensava. ahn? Eu quero deixar o setor 7 pra trás, como diz meu pai: "ainda fedemos a cidadãos do setor 7" É todo um sistema, e é complexo, talvez por isso chamado de seita com argumentos convincentes e verdadeiros se analizar 70% da membresia. Muitos lá dentro reconhecem os erros, os equívocos e o histórico cabuloso. Eu ainda acredito que em meio a tanta repressão exista uns, outros e outros; que sonham ou conseguem viver o sonho de comunidade que se infiltra espalhando o Reino de Deus. Eu acredito que haja pessoas que sonham em uma igreja com relacionamentos e conseguem manter um mínimo de paixão e integridade dentro de uma instituição de igreja local. Mas... Eu não aguento mais. e só pode entender quem tomou a pílula vermelha. Me sinto aliviado, mas constrangido. Sim, o que faço a partir de agora? Totalmente dependente de Deus. acho que é só. e DEMAIS.
"Para entender esa tradición y ese nombre nos remitimos a su origen, en el que anabautista fue el apodo peyorativo que los opositores del movimiento así nombrado adjudicaron a sus integrantes. Con él denotaban el rasgo religioso-político visible más destacado del movimiento, a saber, el bautismo de adultos: los miembros de las comunidades anabautistas ingresaban a ella mediante un nuevo bautismo, transformado así en un acto voluntario que invalidaba el bautismo infantil y que afirmaba por tanto la separación entre la iglesia, como comunidad particular, y el Estado, representante de la sociedad civil. Con los anabautistas comenzó la Reforma Radical: una fuerza popular de vanguardia, compuesta principalmente por campesinos, artesanos y mujeres decidida a encarnar un estilo de vida comunitario que se asemejara al modelo de la iglesia del siglo primero.
Para los anabautistas la última palabra no era la del Papa, ni la del teólogo, ni la del pastor, sino la del evangelio de Jesús contenido en la Biblia, leída e interpretada en y por la comunidad de fe. Ellos vivenciaban y entendían a la iglesia no como una institución sino como una congregación horizontal de hermanas y hermanos en Cristo, sin jerarquías y separada del Estado. La concebían integrada voluntariamente por cristianos comprometidos a través del bautismo de creyentes, y acompañada por pastores que no eran la autoridad ni los iluminados sino servidores que facilitaban una pastoral mutua --de «unos a otros»-- en la que el sacerdocio, el laicado y el ministerio de todos los creyentes debía ser una realidad visible. Esta eclesiología era tan novedosa y tenía implicancias políticas tan radicales en ese contexto social y cultural, que algunos historiadores caracterizaron a los anabautistas como «los revolucionarios del siglo 16», «los bolcheviques del siglo 16» o «el ala izquierda de la Reforma», lo que explica por qué durante los primeros 25 años del movimiento más de 2500 anabautistas experimentaran el martirio: la mitad de un total de 5000 mártires que produjo la persecución religiosa durante el siglo 16 en toda Europa.
Pero si bien afirmaban la composición voluntaria y separada de la comunidad de fe respecto de la sociedad civil, su compromiso con el mundo circundante era tal que en palabras de uno de sus representantes se afirma que «[l]a verdadera fe evangélica no puede permanecer adormecida, sino que se manifiesta en toda Justicia y en las obras del Amor [...] Viste a los desnudos, da de comer a los hambrientos, consuela a los tristes, da abrigo a los destituidos, ayuda y consuela a los afligidos, busca a los perdidos, venda a los heridos, [y] sana a los enfermos.» ---- Adaptado con autorización del prólogo escrito por Guillermo Font al libro de Juan Driver, Convivencia Radical, Ediciones Kairós, Buenos Aires, 2007, pp.5-11
"
- Gustavo Frederico
noreply@blogger.com (Nuno),
19/07/2008 |
Nuno Cesar
Seu estado de saúde chegou a um nível crítico. Os sinais vitais eram quase nulos, e somente aparelhos e medicação ainda sustentavam seu pesado corpo. Bem mais novo do que eu, Walter Gerson fazia parte da minha geração. Um pouco de Palavra da Vida, Primeira IPI, atuações dispersas em Curitiba e em outras oportunidades. Estava ele, ali comigo fazendo companhia e aproveitando para crescer na fé. Creio que nesse período (e não por mim) foi o de maior desenvolvimento pessoal com músicas, letras e testemunho.
Mas chegou a surpresa de uma doença - e com ela sua vida novamente rodopiou. Vivia firme, sereno, mas muito isolado e pensativo. Um pouco de remédio, um pouco do caminho que sua vida o tinha levado (ou trazido), um pouco de seu próprio estado...
Hoje sabemos que descansa em paz. Como diz o poema a seguir, escrito na véspera por seu pai, o despertar com Cristo será mais vantajoso.
A MORTE DE UM FILHO CRENTE
O que faz um pai enquanto a morte do seu filho espera? A sentença foi dada, e ocorrerá em poucas horas; O coração do pai desfalece e chora Ao lembrar daquele que cheio de vida era, Mas agora jaz inerte sobre a cama, Enquanto a dor esmaga o coração que ama. As lágrimas cobrem desse pai a face Enquanto aguarda que este pesadelo passe… Mas quem pode questionar a cronologia divina E os designos daquele que é todo amor? O pai, idoso, vive e sofre a amarga dor, Enquanto o filho jovem, seu sonho aqui termina. Só resta daquele coração forte a última batida Depois do seu fiel pulsar por toda a sua vida. Seus órgãos cumpriram já sua missão, Tudo está morto: só bate o jovem coração. Bate num frenetico esforço para sobreviver, Enquanto a máquina o força a respirar, Lutando contra o tempo, sem parar, Mas já seu corpo está a esmorecer… Pouco a pouco o filho vai partindo, Os sinais vitais aos poucos vão sumindo, "Já é visível que logo vai morrer", A boa enfermeira vem ao pai dizer. O pai, o quadro vê nos digitos do monitor. Que mostra a morte a seu caminho E então calado, sofre alí sozinho Querendo se esquecer da sua intensa dor. A crer em Deus, seu filho ele ensinou; O filho cresceu e o ensino para si guardou, Por isso o jovem sabe bem qual há de ser a sorte De quem em Cristo crê, ao enfrentar a morte. Há poucos dias, ainda o filho reagia Só com os olhos, podia ele nos falar E assim podia o pai com ele dialogar. O pai falava e ele a tudo atento ouvia; "Deus é bom", lhe disse então o pai , Concorda em tudo o filho, cuja voz não sai. Esperança de vida dele aqui não mais existe, Só desta espera resta o passo lento e triste. Mas no meio deste sofrimento Há alegria, e uma coisa boa, Pois nossa fé não é abalada assim, à toa, Nem fraqueja ela um só momento; Tanto o filho como o pai bem sabem Que, embora os dias logo aqui se acabem Há alegria indescretível ao despertar, E poder com Cristo eternamente estar!
João Wilson Faustini Staten Island, NY - 17 de julho, 2008
A few days ago I saw Costa-Gavras' film Amen., a movie on Nazi Germany. By the end of the film, I had become quite compelled to sign up with Compassion Australia and sponsor a kid. Whu-what? Let me explain.
Amen. (the titled includes the full-stop) tells the story of SS Lieutenant Kurt Gerstein, a real historical character who was both a true Christian and a member of Himmler's 'Death's Head' order. Though a Protestant, he was a tool of the murderous regime of Adolf Hitler. To a certain extent.
What Gerstein did not initially know was that his invention, which was originally used to maintain the health of Waffen-SS soldiers, was also being used to create Zyklon-B, the gas used to mass-murder millions of Jews, Gypsies and other 'sub-humans' in Auschwitz, Treblinka and other extermination camps. As a Protestant, Gerstein was quite appalled by how his creation was being used, and his conscience would not let him allow this to continue.
In the film he uses various ways, including the deceitful use of his position as transportations supervisor for the chemical, to make sure that shipment after shipment of Zyklon-B are never used. Gerstein also pushes his pastor and other Protestants to get German Protestant clergy as a whole to condemn this action. Of course, any student of Nazi Germany would know that most Protestant churches were too busy praising Hitler as the savior of Germany from economic depression. Most had already become part of the Nazi-endorsed German Christian church, save for a few pastors like Martin Niemoller, Karl Barth and Dietrich Bonhoeffer. (Incidentally, the actor who played Gerstein, Ulrich Tukur, also played Bonhoeffer in Bonhoeffer: Agent of Grace). Needless to say, Gerstein's plea fell on deaf ears with the Protestants around him. Or at least that's how it goes in the film.
But in Amen. Gerstein is not alone in his plight to make the horror that the Nazis are trying to hide known to the world. He is not the only main character in this movie. A Catholic priest happens to hear Gerstein's plea to the Bishop, and joins him in his cause. To death. While Gerstein continues to try to convince his fellow Protestant that his cause is just and worthy, Riccardo, the priest, uses his connections to ask the ranks of the the Catholic church, even the Pope, to condemn Nazi Germany's murder of millions. But again, any historian of the era knows that Pope Pius XII remained silent about the mass murders committed by the Third Reich. Why?
Here comes the true start of my explanation. Bear with me.
The answer Riccardo keeps on getting as he tirelessly campaigns before the cardinals of Rome, the Pope and even the American ambassador is that he should be patient. Yes, the old men in the safety of their palatial religious bastion keep telling him that he does not know the art of diplomacy, and that success is made of patience. And at that very moment thousands of Jews are being deported to the factories of death!
I see a few parallels here with what is happening today. When Gerstein appeals to the Catholic bishop of Berlin, the clergyman initially refuses to see him, ironically saying that it would not be appropriate for him to be associating with an SS officer. And Gerstein is there to give the bishop evidence of the Holocaust! Similarly, a lot of Christians today refuse to associate with 'worldly' people, maybe just because they swear, go clubbing or are living together outside marriage. And these people are the very people that can help us make the difference in our communities! They are the ones with the skills, knowledge, contacts and experience to help us do real life-changing stuff in people's lives! I'm not saying that everything that they are doing can be justified by the fact that they can help us do our kingdom-work. I'm just saying that we should leave the judging to God and accept those people with love. In fact, by doing this and working with them we are showing them Christ's love and even Christ! Another parallel is the self-righteous advice given by the Catholic bigwigs to Riccardo. (Before I move on, let me make it clear that I am NOT anti-Catholic. I went to a Catholic school and I love Catholics!). They tell him that patience is a virtue essential to victory, but I cannot help but empathize with Riccardo's furious response that while they are saying those words thousands of Jews are being gassed and burned to death. Those people simply cannot wait and be patient. In this case patience is something that humanity itself cannot afford. This self-justifying apathy can also be seen today in the actions of the global Church.
In the six years of war that Germany waged, the Nazis killed six million Jews, as well as millions of other 'racially impure' people. Today, 15 million die each year from hunger and hunger-related diseases, six million of them under 5 years old. That's an average of 24,000 per day, 1,000 per hour and one every 3.6 seconds (http://www.elca.org/hunger/facts.html). A brother of mine once said that Christians 'conspire' to murder these 24,000 people everyday. How? By not caring. With apathy.
The world currently contains 6.3 billion people, but it can actually produce food for 7 billion, or two loaves of bread per person per day. The problem is not that there is not enough food to go around; it is that there is no even distribution of this food. Rich countries produce more food than the poor, and the logic of free market economy has no space for compassion. Poor countries are forced to buy food from the rich, and thus end up with ever-increasing piles of debt. It can be said that the rich are living off the poverty of the poor. And let's face it. Most prominent Christian communities live in the countries that are economically well-off.
Now I will be fair AND honest. Many Christians in developed countries -including so many Catholics!- are even at this moment campaigning tirelessly to help save as many of the dying poor as possible. Some are rich and others are less wealthy, but often they give up the luxuries and even the basic needs that they are used to for this cause. And they are heroes. But there are also too many Christians that cannot see beyond how they can be 'blessed' and see how they can keep the the dying millions alive with what they have been blessed with. Yes, I'm talking about YOU, prosperity theologians! You and your Benzes and condominiums and your televised parody of the true Gospel! But I will be honest. If anyone were to admit that they have not heeded James' advice to put prayer into action regarding the poor (James 2:15-17), I would be the first to put my hand up. God knows how much money I've wasted this year when I could have kept so many people alive with that money. Those who know me would be able to tell how much I spend on my more expensive hobbies. And I grieve for my hypocrisy. In my weakness I am confused by what I should do and what I would do. And that is why, perhaps, I can start by signing up with Compassion Australia. Having explained this, I would also like to ask others who claim to follow the Man who was rich but became poor for our sake